[No texto abaixo tentarei retratar a história de um "bobo" apaixonada que acaba cometendo um suicídio por causa do desamor de uma garota.Espero que gostem e Sintam-se a vontade para comentar a respeito.Abraços e até a próxima.]
MAIS UMA DE AMOR
Estava eu sentado no banco do õnibus, seguindo o meu trajeto de sempre...DE repente numa das paradas da condução a vi, sentada escrevendo algo numa folha meio amassada de papel.Não sei porque mas desci, fui impulsivo, mas não conseguir evitar.
Desci e fiquei ali, não sabia como aborda-la.Que tolo.Por que acharia que ela quer falar comigo, nunca me viu, nem me conhece.Sentei do lado dela e observei ela escrevendo, até que ela derruba sua caneta no chão, depressa me agacho e a devolvo sorrindo.
- Olá, acho que você deixou cair. - Disse eu cutucando-a.
Ela agredece e continua escrevendo, parece concentrada.Não quiz interrompe-la.Quando ela dobra o papel amassado e o coloca no bolso da calça falo com ela.
- Olá, é que...quando te vi da janela do ônibus não pude resistir, o teu charme me conquistou e fui me rendendo.É LOUCURA, EU SEI.Mas não podia deixar passar em branco. - Falei com ela meio sem graça e com as maçãs do rosto bem avermelhadas, ela me olhava com um olhar de medo, meio que não estivesse entendendo aquelas palavras.
- Olá, meu nome é Renata obrigado pelos elogios, e ai qual é seu nome? De onde você é ? - Foi tudo que precisei ouvir...Aquilo me deu uma "liberdade" comecei a me sentir a vontade pra conversar como se a gente se conhecesse desde de crianças, foi maravilhoso.
E meio que resumindo a história, um ano de amizade se passou, e dentro de mim algo superior da amizade existia, e eu não poderia mais suportar esconder isso dela, foi o dia que a chamei para conversar e abrir o meu coração, disse dos sentimentos e dos meus desejos, que não aguentava mais ficar assim(E PARA SER HONESTO IMAGINAVA QUE ELA SENTISSE O MESMO).Mas me decepcionei, ela não sentia nada além da amizade.Então o sofrimento, a dor e o desamor tomaram conta do meu ser, entrei em uma louca paranóia, algo descomunal.Estava sendo vitima de mais uma do amor.E não sabia como sair dessa, entrei em depressão por meses.Até que meu corpo já surrado pediu arrego, na cozinha encontrei a saída mais rápida para o fim do meu sofrimento, peguei uma das facas, e com dificuldade a cravei no peito.Deitei-me no chão e com a visão turvada via o sangue melar todo o piso de louça branca.
No meu enterro, ela estava lá chorando no meu caixão, um choro que parecia não ter fim, ela se lamentava a culpada daquilo tudo.Mas hoje ela vive a vida dela, é casada e tem dois filhos, mas vejo que ela não se esquece de mim.Estou em todas de suas orações.
sexta-feira, 16 de abril de 2010
terça-feira, 13 de abril de 2010
Triste Labuta
[Olá queridos, no conto abaixo tento tratar de uma critica social que aborda como exemplo a vida de uma zeladora de shopping.Boa leitura, e por favor comentem,critiquem façam um bom uso do site]
TRISTE LABUTA
Pronto, 4:15 da manhã, o céu ainda escuro e o despertador toca.Rapidamente o desligo!Não quero acordar as crianças que dormem agora no quarto.
Na ponta dos pés me desloco até o banheiro e tomo meu banho frio.Depois de pronta preparo o café dos meninos e saio.Sempre bato o portão com força pois saio em volta das 5:00 e as crianças precisam ir a escola.
Em lentos passos vou até o ponto de ônibus, cumprimento os vizinhos e tomo meu refresco de uva na barraca da Dona Maria.Lá vem a condução, enxugo meus lábios na manga da camisa e me apresso para não perder o ônibus.
-Sobe aí Ana. - Diz o motorista sorrindo.
7:00 chego no shoping, entro apressada, falo com os colegas de trabalho, vou até a recepção e visto o meu uniforme.Uniforme que me da invisibilidade, que me menospreza, que me diminui.Quando vou passando pelos corredores não sou notada, ninguém se quer fala comigo.Isso é muito doloroso para mim, mas me sujeito a isso há anos.Lá em casa sou eu e meus filhos, tenho que botar a comida na mesa todos os dias.
E vou ali esfregando o chão, quando de repente escuto um barulho de coisa se quebrando, me viro e três jovens chutam um dos meus baldes com produtos de limpeza.
- Faz isso não moleque, tá atrasando meu dia ! - Falei em baixo tom e sem ser grosseira.
- Por mim minha tia, quem limpa é você e não eu. -Disse um deles rindo e caminhando como nada houvesse ocorrido.Depressa limpo o produto derramado. E por um instante a emoção tentou roubar-me algumas lágrimas, mas fui forte e as engolir.Já estou acostumada a ser tratada assim.
Deu 18h, acabou meu turno. Entro no elevador e vou em direção a recepção.Quando sou surpreendida por uma invocada e rouca voz:
- Ow minha filha, se desencoste de mim por favor!Tá toda suja. - Fala-me isso uma doce senhora tentando me empurrar pra frente.
Chegando no meu andar saio do elevador e com as mãos enxugo gotas de suor que escorrem por minha testa.Vou para o banheiro mudo de roupa e pego a condução de volta para casa.Ônibus lotado...Lotado de trabalhadores como eu, que não se importam com aparência ou condição financeira, é ali que me encontro, naquele ambiente que me sinto uma cidadã onde somos todos iguais, precisamos dar fim a esse preconceito infantil e tolo que atinge todos nós na sociedade.
Chegando em casa, encontro meus filhos dormindo, tomo um banho e deito-me, faço minha oração e me preparo para mais uma triste labuta do dia-a-dia
TRISTE LABUTA
Pronto, 4:15 da manhã, o céu ainda escuro e o despertador toca.Rapidamente o desligo!Não quero acordar as crianças que dormem agora no quarto.
Na ponta dos pés me desloco até o banheiro e tomo meu banho frio.Depois de pronta preparo o café dos meninos e saio.Sempre bato o portão com força pois saio em volta das 5:00 e as crianças precisam ir a escola.
Em lentos passos vou até o ponto de ônibus, cumprimento os vizinhos e tomo meu refresco de uva na barraca da Dona Maria.Lá vem a condução, enxugo meus lábios na manga da camisa e me apresso para não perder o ônibus.
-Sobe aí Ana. - Diz o motorista sorrindo.
7:00 chego no shoping, entro apressada, falo com os colegas de trabalho, vou até a recepção e visto o meu uniforme.Uniforme que me da invisibilidade, que me menospreza, que me diminui.Quando vou passando pelos corredores não sou notada, ninguém se quer fala comigo.Isso é muito doloroso para mim, mas me sujeito a isso há anos.Lá em casa sou eu e meus filhos, tenho que botar a comida na mesa todos os dias.
E vou ali esfregando o chão, quando de repente escuto um barulho de coisa se quebrando, me viro e três jovens chutam um dos meus baldes com produtos de limpeza.
- Faz isso não moleque, tá atrasando meu dia ! - Falei em baixo tom e sem ser grosseira.
- Por mim minha tia, quem limpa é você e não eu. -Disse um deles rindo e caminhando como nada houvesse ocorrido.Depressa limpo o produto derramado. E por um instante a emoção tentou roubar-me algumas lágrimas, mas fui forte e as engolir.Já estou acostumada a ser tratada assim.
Deu 18h, acabou meu turno. Entro no elevador e vou em direção a recepção.Quando sou surpreendida por uma invocada e rouca voz:
- Ow minha filha, se desencoste de mim por favor!Tá toda suja. - Fala-me isso uma doce senhora tentando me empurrar pra frente.
Chegando no meu andar saio do elevador e com as mãos enxugo gotas de suor que escorrem por minha testa.Vou para o banheiro mudo de roupa e pego a condução de volta para casa.Ônibus lotado...Lotado de trabalhadores como eu, que não se importam com aparência ou condição financeira, é ali que me encontro, naquele ambiente que me sinto uma cidadã onde somos todos iguais, precisamos dar fim a esse preconceito infantil e tolo que atinge todos nós na sociedade.
Chegando em casa, encontro meus filhos dormindo, tomo um banho e deito-me, faço minha oração e me preparo para mais uma triste labuta do dia-a-dia
segunda-feira, 12 de abril de 2010
Menos um domingo para você
"O conto abaixo foi um dos meus primeiros textos, não é nada excepcional, conta a história de um avô que relembra para seus netos uma de suas tardes de domingo.Espero que gostem do conteúdo.Boa leitura e até a próxima! E POR FAVOR SINTAM-SE A VONTADE PARA COMENTAR SOBRE O TEXTO !"
MENOS UM DOMINGO PARA VOCÊ
Estava eu sentado no sofá da sala que dá de frente para janela, da qual me concedia uma vista extra ordinária do meu belo jardim.
Eu observava meus queridos netos brincando, quando de repente uma forte chuva cai.Depressa os chamei para dentro e fechei as janelas.
Quando chegaram em casa já estavam encharcados daquelas frias gotas de chuva, pois a distancia da balança para casa é de uns 22m.
Com muita pressa os enxuguei e sentamos em frente a chaminé que com velocidade consumia aquelas queimados pedaços de madeiras.Preparei umas torradas e comecei a contar as histórias do meu tempo de menino.
"Nos meus onze anos também gostava muito de jogar bola e brincar na chuva, naqueles campos de barro que criavam poças tão profundas que eram capazes de submergir nossos pés e as vezes afundar até as bolas murchas que nós jogávamos.
E era naquele ambiente que eu gostava de estar nas tardes de domingo, já era certo...Após o almoço o Juca chamava os meninos e íamos para o campinho de barro.Eu sempre levava a bola, pois era o único que a tinha, então essa responsabilidade sempre pesava sobre mim. E isso se repetia, as peladas de domingo já vinham acontecendo a mais de dois anos.
Porém um domingo foi diferenciou-se dos outros tantos...Quando eu e os garotos estávamos chegando ao campinho por volta das 14h, conseguimos ver bolas subindo,movimentos, ouvimos gritos...Coisas típicas de um jogo de adultos...Juca virou-se para mim e perguntou:
-Pedrinho, de onde são ?!
-Sei não Juca, acho que são do Lobatão, aquela favela ali em baixo. -Disse Pedro apontando em direção a favela.
E ficamos uns dois minutos calados observando o jogo.
Juca sempre se mostrou para nós o superior, o mais forte do grupo.
Sentamos todos ali no chão mesmo...Estávamos enfiados entre as altas folhas de capim daquele terreno infértil que cercava o campo.
Estávamos todos sentados menos o Juca, ele permanecia em pé, inconformado em não está jogando.Ele olhava em direção ao campo com um olhar de ódio, ele expressava raiva, e respirava depressa, ofegante.
Quando de repente ele puxa debaixo da rasgada e suja camisa, uma pequena e pontiaguda faca.Ele segurou aquela arma com força e permaneceu olhando em direção ao campinho, com a expressão de um cão furioso.
Depressa levantei-me gritando:
-Juca, sai de problema menino, larga isso ai!Amanhã a gente joga a tarde inteira.
-Nosso dia é hoje Pedrinho, não amanhã!É hoje ! -Respondeu Juca correndo em seguida em direção ao campo.Deitei-me no mato e observei tudo me lamentando muito.
Quando de repente eu e os garotos escutamos três disparos e logo depois motores de motos rugiam e pneus cantavam, e nada do Juca voltar.Esperei durante alguns segundos, mas não pude conter-me.Corri até o campo...Juca estava lá, caído no chão de papo pro ar, com perfurações na barriga, a faca distante do corpo.Debrucei-me em cima dele e pus-me a chorar."
Assim que terminei a história meus netos já estavam dormindo, os levei para cama e fui ler na sala um bom livro.
MENOS UM DOMINGO PARA VOCÊ
Estava eu sentado no sofá da sala que dá de frente para janela, da qual me concedia uma vista extra ordinária do meu belo jardim.
Eu observava meus queridos netos brincando, quando de repente uma forte chuva cai.Depressa os chamei para dentro e fechei as janelas.
Quando chegaram em casa já estavam encharcados daquelas frias gotas de chuva, pois a distancia da balança para casa é de uns 22m.
Com muita pressa os enxuguei e sentamos em frente a chaminé que com velocidade consumia aquelas queimados pedaços de madeiras.Preparei umas torradas e comecei a contar as histórias do meu tempo de menino.
"Nos meus onze anos também gostava muito de jogar bola e brincar na chuva, naqueles campos de barro que criavam poças tão profundas que eram capazes de submergir nossos pés e as vezes afundar até as bolas murchas que nós jogávamos.
E era naquele ambiente que eu gostava de estar nas tardes de domingo, já era certo...Após o almoço o Juca chamava os meninos e íamos para o campinho de barro.Eu sempre levava a bola, pois era o único que a tinha, então essa responsabilidade sempre pesava sobre mim. E isso se repetia, as peladas de domingo já vinham acontecendo a mais de dois anos.
Porém um domingo foi diferenciou-se dos outros tantos...Quando eu e os garotos estávamos chegando ao campinho por volta das 14h, conseguimos ver bolas subindo,movimentos, ouvimos gritos...Coisas típicas de um jogo de adultos...Juca virou-se para mim e perguntou:
-Pedrinho, de onde são ?!
-Sei não Juca, acho que são do Lobatão, aquela favela ali em baixo. -Disse Pedro apontando em direção a favela.
E ficamos uns dois minutos calados observando o jogo.
Juca sempre se mostrou para nós o superior, o mais forte do grupo.
Sentamos todos ali no chão mesmo...Estávamos enfiados entre as altas folhas de capim daquele terreno infértil que cercava o campo.
Estávamos todos sentados menos o Juca, ele permanecia em pé, inconformado em não está jogando.Ele olhava em direção ao campo com um olhar de ódio, ele expressava raiva, e respirava depressa, ofegante.
Quando de repente ele puxa debaixo da rasgada e suja camisa, uma pequena e pontiaguda faca.Ele segurou aquela arma com força e permaneceu olhando em direção ao campinho, com a expressão de um cão furioso.
Depressa levantei-me gritando:
-Juca, sai de problema menino, larga isso ai!Amanhã a gente joga a tarde inteira.
-Nosso dia é hoje Pedrinho, não amanhã!É hoje ! -Respondeu Juca correndo em seguida em direção ao campo.Deitei-me no mato e observei tudo me lamentando muito.
Quando de repente eu e os garotos escutamos três disparos e logo depois motores de motos rugiam e pneus cantavam, e nada do Juca voltar.Esperei durante alguns segundos, mas não pude conter-me.Corri até o campo...Juca estava lá, caído no chão de papo pro ar, com perfurações na barriga, a faca distante do corpo.Debrucei-me em cima dele e pus-me a chorar."
Assim que terminei a história meus netos já estavam dormindo, os levei para cama e fui ler na sala um bom livro.
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