segunda-feira, 12 de abril de 2010

Menos um domingo para você

"O conto abaixo foi um dos meus primeiros textos, não é nada excepcional, conta a história de um avô que relembra para seus netos uma de suas tardes de domingo.Espero que gostem do conteúdo.Boa leitura e até a próxima! E POR FAVOR SINTAM-SE A VONTADE PARA COMENTAR SOBRE O TEXTO !"

MENOS UM DOMINGO PARA VOCÊ

Estava eu sentado no sofá da sala que dá de frente para janela, da qual me concedia uma vista extra ordinária do meu belo jardim.
Eu observava meus queridos netos brincando, quando de repente uma forte chuva cai.Depressa os chamei para dentro e fechei as janelas.
Quando chegaram em casa já estavam encharcados daquelas frias gotas de chuva, pois a distancia da balança para casa é de uns 22m.
Com muita pressa os enxuguei e sentamos em frente a chaminé que com velocidade consumia aquelas queimados pedaços de madeiras.Preparei umas torradas e comecei a contar as histórias do meu tempo de menino.
"Nos meus onze anos também gostava muito de jogar bola e brincar na chuva, naqueles campos de barro que criavam poças tão profundas que eram capazes de submergir nossos pés e as vezes afundar até as bolas murchas que nós jogávamos.
E era naquele ambiente que eu gostava de estar nas tardes de domingo, já era certo...Após o almoço o Juca chamava os meninos e íamos para o campinho de barro.Eu sempre levava a bola, pois era o único que a tinha, então essa responsabilidade sempre pesava sobre mim. E isso se repetia, as peladas de domingo já vinham acontecendo a mais de dois anos.
Porém um domingo foi diferenciou-se dos outros tantos...Quando eu e os garotos estávamos chegando ao campinho por volta das 14h, conseguimos ver bolas subindo,movimentos, ouvimos gritos...Coisas típicas de um jogo de adultos...Juca virou-se para mim e perguntou:
-Pedrinho, de onde são ?!
-Sei não Juca, acho que são do Lobatão, aquela favela ali em baixo. -Disse Pedro apontando em direção a favela.
E ficamos uns dois minutos calados observando o jogo.
Juca sempre se mostrou para nós o superior, o mais forte do grupo.
Sentamos todos ali no chão mesmo...Estávamos enfiados entre as altas folhas de capim daquele terreno infértil que cercava o campo.
Estávamos todos sentados menos o Juca, ele permanecia em pé, inconformado em não está jogando.Ele olhava em direção ao campo com um olhar de ódio, ele expressava raiva, e respirava depressa, ofegante.
Quando de repente ele puxa debaixo da rasgada e suja camisa, uma pequena e pontiaguda faca.Ele segurou aquela arma com força e permaneceu olhando em direção ao campinho, com a expressão de um cão furioso.
Depressa levantei-me gritando:
-Juca, sai de problema menino, larga isso ai!Amanhã a gente joga a tarde inteira.
-Nosso dia é hoje Pedrinho, não amanhã!É hoje ! -Respondeu Juca correndo em seguida em direção ao campo.Deitei-me no mato e observei tudo me lamentando muito.
Quando de repente eu e os garotos escutamos três disparos e logo depois motores de motos rugiam e pneus cantavam, e nada do Juca voltar.Esperei durante alguns segundos, mas não pude conter-me.Corri até o campo...Juca estava lá, caído no chão de papo pro ar, com perfurações na barriga, a faca distante do corpo.Debrucei-me em cima dele e pus-me a chorar."

Assim que terminei a história meus netos já estavam dormindo, os levei para cama e fui ler na sala um bom livro.

Um comentário:

  1. Jooão, gosteei pra caramba tbm do teexto veeih.. tava akii viajaando.. imaginando as criançaas no campinho de barro e tdo mais.. uahsuahsuhas.. óó, n tenho neem o q criticar, rs.. mto boom, sr. contadoor de histórias ;]

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