sexta-feira, 16 de abril de 2010

Mais uma de amor

[No texto abaixo tentarei retratar a história de um "bobo" apaixonada que acaba cometendo um suicídio por causa do desamor de uma garota.Espero que gostem e Sintam-se a vontade para comentar a respeito.Abraços e até a próxima.]


MAIS UMA DE AMOR

Estava eu sentado no banco do õnibus, seguindo o meu trajeto de sempre...DE repente numa das paradas da condução a vi, sentada escrevendo algo numa folha meio amassada de papel.Não sei porque mas desci, fui impulsivo, mas não conseguir evitar.
Desci e fiquei ali, não sabia como aborda-la.Que tolo.Por que acharia que ela quer falar comigo, nunca me viu, nem me conhece.Sentei do lado dela e observei ela escrevendo, até que ela derruba sua caneta no chão, depressa me agacho e a devolvo sorrindo.
- Olá, acho que você deixou cair. - Disse eu cutucando-a.
Ela agredece e continua escrevendo, parece concentrada.Não quiz interrompe-la.Quando ela dobra o papel amassado e o coloca no bolso da calça falo com ela.
- Olá, é que...quando te vi da janela do ônibus não pude resistir, o teu charme me conquistou e fui me rendendo.É LOUCURA, EU SEI.Mas não podia deixar passar em branco. - Falei com ela meio sem graça e com as maçãs do rosto bem avermelhadas, ela me olhava com um olhar de medo, meio que não estivesse entendendo aquelas palavras.
- Olá, meu nome é Renata obrigado pelos elogios, e ai qual é seu nome? De onde você é ? - Foi tudo que precisei ouvir...Aquilo me deu uma "liberdade" comecei a me sentir a vontade pra conversar como se a gente se conhecesse desde de crianças, foi maravilhoso.
E meio que resumindo a história, um ano de amizade se passou, e dentro de mim algo superior da amizade existia, e eu não poderia mais suportar esconder isso dela, foi o dia que a chamei para conversar e abrir o meu coração, disse dos sentimentos e dos meus desejos, que não aguentava mais ficar assim(E PARA SER HONESTO IMAGINAVA QUE ELA SENTISSE O MESMO).Mas me decepcionei, ela não sentia nada além da amizade.Então o sofrimento, a dor e o desamor tomaram conta do meu ser, entrei em uma louca paranóia, algo descomunal.Estava sendo vitima de mais uma do amor.E não sabia como sair dessa, entrei em depressão por meses.Até que meu corpo já surrado pediu arrego, na cozinha encontrei a saída mais rápida para o fim do meu sofrimento, peguei uma das facas, e com dificuldade a cravei no peito.Deitei-me no chão e com a visão turvada via o sangue melar todo o piso de louça branca.
No meu enterro, ela estava lá chorando no meu caixão, um choro que parecia não ter fim, ela se lamentava a culpada daquilo tudo.Mas hoje ela vive a vida dela, é casada e tem dois filhos, mas vejo que ela não se esquece de mim.Estou em todas de suas orações.

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