[Olá queridos, no conto abaixo tento tratar de uma critica social que aborda como exemplo a vida de uma zeladora de shopping.Boa leitura, e por favor comentem,critiquem façam um bom uso do site]
TRISTE LABUTA
Pronto, 4:15 da manhã, o céu ainda escuro e o despertador toca.Rapidamente o desligo!Não quero acordar as crianças que dormem agora no quarto.
Na ponta dos pés me desloco até o banheiro e tomo meu banho frio.Depois de pronta preparo o café dos meninos e saio.Sempre bato o portão com força pois saio em volta das 5:00 e as crianças precisam ir a escola.
Em lentos passos vou até o ponto de ônibus, cumprimento os vizinhos e tomo meu refresco de uva na barraca da Dona Maria.Lá vem a condução, enxugo meus lábios na manga da camisa e me apresso para não perder o ônibus.
-Sobe aí Ana. - Diz o motorista sorrindo.
7:00 chego no shoping, entro apressada, falo com os colegas de trabalho, vou até a recepção e visto o meu uniforme.Uniforme que me da invisibilidade, que me menospreza, que me diminui.Quando vou passando pelos corredores não sou notada, ninguém se quer fala comigo.Isso é muito doloroso para mim, mas me sujeito a isso há anos.Lá em casa sou eu e meus filhos, tenho que botar a comida na mesa todos os dias.
E vou ali esfregando o chão, quando de repente escuto um barulho de coisa se quebrando, me viro e três jovens chutam um dos meus baldes com produtos de limpeza.
- Faz isso não moleque, tá atrasando meu dia ! - Falei em baixo tom e sem ser grosseira.
- Por mim minha tia, quem limpa é você e não eu. -Disse um deles rindo e caminhando como nada houvesse ocorrido.Depressa limpo o produto derramado. E por um instante a emoção tentou roubar-me algumas lágrimas, mas fui forte e as engolir.Já estou acostumada a ser tratada assim.
Deu 18h, acabou meu turno. Entro no elevador e vou em direção a recepção.Quando sou surpreendida por uma invocada e rouca voz:
- Ow minha filha, se desencoste de mim por favor!Tá toda suja. - Fala-me isso uma doce senhora tentando me empurrar pra frente.
Chegando no meu andar saio do elevador e com as mãos enxugo gotas de suor que escorrem por minha testa.Vou para o banheiro mudo de roupa e pego a condução de volta para casa.Ônibus lotado...Lotado de trabalhadores como eu, que não se importam com aparência ou condição financeira, é ali que me encontro, naquele ambiente que me sinto uma cidadã onde somos todos iguais, precisamos dar fim a esse preconceito infantil e tolo que atinge todos nós na sociedade.
Chegando em casa, encontro meus filhos dormindo, tomo um banho e deito-me, faço minha oração e me preparo para mais uma triste labuta do dia-a-dia
terça-feira, 13 de abril de 2010
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uhasuahs, booa, booa..
ResponderExcluirgosteei pra caramba tbmm.. ;]
cê escreeve bem pareciido cmg, veeih..
óó, vou viirar fã, podee?
Claro que sim Ana, rsrs.AGradeço os elogios e evoluir sempre, continue visitando a página.
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